Técnico da Seleção se defende de críticas, concorda que Seleção está jogando mal e explica convocação de Ronaldinho e ausência de Robinho
O técnico Mano Menezes se defendeu nesta sexta-feira das críticas que recebeu por tercogitado a transferência de Neymar para o futebol europeu. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o comandante da Seleção Brasileira alegou que sua declaração foi mal-interpretada e que apoia a decisão do Santos de renovar o contrato do craque até 2014. O treinador afirmou ainda concordar que o time canarinho está jogando mal, explicou por queincluiu Ronaldinho Gaúcho na pré-lista das Olimpíadas e disse que Robinho não tem sido convocado porque está "desgastado".
A polêmica sobre Neymar começou no dia 11 deste mês, quando o jornal "O Globo", do Rio de Janeiro, publicou a seguinte resposta de Mano sobre o futuro de Neymar: "Em releação ao ambiente dele, à coisa aconchegante, a permanência é ótima. Mas, para um desenvolvimento final, para ganhar respeito maior, é importante passar pela Europa. Estando lá, não há a necessidade de se expor tanto. A permanência no Brasil exigiu contratos que tomam bastante o seu tempo. A gente vê que está exposto. Você precisa executar bem as três questões: treinar, se alimentar e repousar para estar bem". A declaração gerou críticas do presidente do Peixe, Luis Álvaro, do técnico Muricy Ramalho e de Pelé. Nesta sexta, Mano pediu respeito à sua opinião e explicou sua tese:
- Quando você se propõe a fazer uma entrevista, até que ela seja publicada você fica com o coração na mão. Porque fazem o que querem hoje com suas respostas. Tiram a primeira parte da frase, deixam a do meio... E fica uma resposta fora do contexto e até modificada. Alguém me perguntou se eu achava se é importante para o Neymar acabar sua boa formação, ganhar status, jogando fora do país. Minha resposta foi a seguinte. Temos duas partes nisso. A primeira dela: para o público brasileiro, para o torcedor, é importante ele permanecer no país. Provavelmente essa parte não foi lembrada para o presidente do Santos quando alguém foi questioná-lo depois. Para a parte final de formação, passar por uma maneira de jogar, com linhas mais apertadas em questões técnicas e táticas, em uma realidade diferente, de futebol diferente que os europeus estão jogando em relação ao futebol brasileiro, talvez seria bom ele passar um ano por isso. Eu não disse que o Santos deve mandar o Neymar para fora do país, não disse que o Neymar tem que ir para fora, não disse que Neymar tem que pensar como eu, não disse que o Muricy tem que pensar como eu, que o presidente do Santos tem que pensar como eu. É uma opinião. Na democracia, temos que respeitar as opiniões. Dê a sua opinião e o público vai analisar o que acha correto - disse o treinador.
À Rádio Bandeirantes, Mano comentou ainda a inclusão de Ronaldinho na lista de 52 nomes que podem ser convocados para os Jogos Olímpicos. A relação final, com três atletas maiores de 23 anos, será apresentada no dia 6 de julho.
- Nós precisávamos fazer uma lista de aproximadamente 50 nomes, para ter três jogadores por posição, pois o período para as Olimpíadas é muito longo e pode acontecer muita coisa. Por exemplo: essa questão do Oscar entre São Paulo e Inter. Ele poderá ser convocado para fazer parte da preparação? Esse imbróglio judicial vai se alongar por mais tempo? Você pode acabar perdendo um meia por um tempo para fazer essa função. E se acontecer algo com o Ganso... Você tem que estar preparado para essas situações. Nós temos dificuldade na meia de armação. Ainda não temos afirmações como precisamos ter. Você tem que se respaldar e foi por isso que eu o escolhi para colocar na pré-lista, pois ele mesmo numa condição mais avançada de idade é capaz de assumir essa responsabilidade. Não estou dizendo que ele vai estar. Não estou dizendo que essa será a prioridade da Seleão na escolha do jogador acima de 23. Mas temos que estar preparados para todas as situações e foi isso que a gente fez - explicou.
Recentemente, o diretor de Seleções da CBF, Andrés Sanches, afirmou que nem Mano está satisfeito com o rendimento da equipe. O técnico confirmou:
- Nós não podemos dizer que estamos satisfeitos com o futebol que a Seleção está jogando. Isso precisa ficar claro, porque seria o fim você estar satisfeito com o que fizemos até aqui. Queremos mais, como vocês (imprensa) querem mais, como os jogadores querem mais. Mas ainda não podemos dar mais e temos que analisar as causas, onde cada um tem sua parcela de responsabilidade, aquilo que é normal em um período de transição tão forte como esse. E pontuar coisas bem objetivas.
O treinador também comentou a decisão de não ter convocado mais Robinho, que tem jogado bem no Milan mas perdeu a vaga na Seleção:
- Quando eu convocava o Robinho, eu era frequentemente criticado porque Robinho não estava bem, não resolvia os problemas da Seleção, que ele não tinha virado um jogador vencedor. Eu deixo de convocar o Robinho porque entendo que ele está desgastado, que deve passar por um período ao lado, até para poder se recuperar e lá na frente a gente pensar de novo nele.



Mano diz não estar satisfeito com o futebol da

