Muricy elege Neymar como o maior do Santos pós-Pelé: 'Fora de série'

Treinador considera que o craque será o grande nome do Brasil em 2014


Com apenas 20 anos e três como jogador profissional, Neymar já conquistou o coração dos santistas e também do treinador Muricy Ramalho. No "Arena SporTV" desta sexta-feira, realizado nos vestiários da Vila Belmiro em homenagem ao centenário do Santos, o comandante elegeu o camisa 11 como o maior do clube após a era Pelé (assista o vídeo ao lado).
- O Neymar é fora de série. É igual o Pepe fala: "O Pelé é de outro planeta, não conta". O Neymar é brincadeira - disse o treinador ao responder a enquete do programa que peguntava quem era o melhor jogador do Santos após a era Pelé.
Muricy, que chegou a jogar contra o Rei do Futebol em seu começo de carreira e desde então acompanhou grande parte dos jogadores que passaram pelo Alvinegro. E considera nem mesmo Robinho ou Giovanni, também ídolos da torcida santista, estão à altura do destaque do time atual.
O treinador também considerou que o camisa 11 é a grande esperança da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014. Para ele, daqui a dois anos o atacante vai estar no auge.
- Acho que nossa chance é o Neymar, ele vai estar no auge, no ponto para ganhar a Copa do Mundo - ressaltou.
Por isso, Muricy mostra preocupação com as faltas que o camisa 11 sofre nas partidas do Santos. O treinador chegou a compará-lo com Zico, que na Copa de 86 não estava 100% por conta de lesões, o que afetou o desempenho da Seleção Brasileira.
- A gente reclama da coisa pesada, porque tem jogador que já entra com maldade. Não podemos perder um jogador deste. Em 86 nós perdemos o Zico e perdemos a Copa do Mundo. Naquele momento ele estava arrebentando. A Copa seria fácil para o Brasil se tivéssemos o Zico.
As constantes faltas não foram condenadas por Muricy, mas sim a intensidade e a maldade de alguns que atingem o atacante.
- Contra o São Caetano marcaram ele forte, mas não foram desleais, não deram pontapé, fizeram falta normal, porque não tem jeito. A gente vê o lado do adversário. Para marcar ele é muito difícil. Ele é muito leve, vem para cima mesmo - concluiu.